O Projeto Puma
fornece consultoria tanto para a certificação pelo
FSC (Forest Stewardship Council) como para a identificação
de Altos Valores de Conservação (HCVs), o que inclui,
além da conservação da biodiversidade, o gerenciamento
da rede de relacionamento ambiental e participação
comunitária.
A organização
produz ainda informações científicas sobre
o papel de florestas manejadas na sobrevivência de espécies
emblemáticas e ameaçadas, e na manutenção
da integridade ambiental.

Manejo
de Recursos
O
Projeto Puma está envolvido diretamente na comercialização
de castanhas-do-Pará, um dos produtos florestais não-madeireiros
mais importantes da floresta Amazônica. Entre em contato conosco
para uma cotação.

Castanha-do-Pará
identificada pelo Projeto Puma como
um Alto Valor de Conservação (HCV) em uma floresta
certificada da Amazônia.
A
castanha-do-Pará representa um importantíssimo aporte
energético para as espécies amazônicas, e também
a dependência ecológica entre espécies na floresta
tropical - as sementes apodrecem e não germinam caso um animal
não abra o ouriço e disperse as sementes.
..................................................................................................
Gerenciamento
da
rede de relacionamento para
o sucesso das empresas florestais
O papel da certificação
florestal para o crescimento do negócio no Brasil não
é ainda completamente entendido, e tem sido freqüentemente
subestimado. Planos de manejo sustentáveis aparecem bem no
papel, mas freqüentemente não são implementados
na íntegra.
Este tem sido
a causa do colapso de grandes empresas no passado recente. O caso
mais notório foi da Gethal, a qual chegou a ser a maior empresa
madeireira da América do Sul. Corte ilegal ou impróprio,
falta de diálogo com agências ambientais e com a comunidade,
soma-se em uma base insegura e frágil para o negócio.
Este modelo não resiste a uma auditoria séria por
agências locais de meio ambiente e de terras públicas,
uma situação que pode ser agravada pela opinião
pública local, vizinhos, e ONGs.
A razão
para o colapso não é necessariamente o manejo florestal
inadequado. Entretanto, por deixar a rede de relacionamentos e a
boa vizinhança em segundo plano, as empresas correm o risco
de ficar sós, sem ninguém para tomar parte em sua
defesa.
As empresas
devem buscar bons aliados, não os que podem ser comprados
ou corrompidos, mas aqueles com convição de que o
manejo florestal é benéfico para a natureza, vida
silvestre, e para a manutenção da vida comunitária.
As
empresas devem ser agentes de transformação
As empresas
geralmente não entendem que, como atores importantes no circuíto
social e econômico, devem ser também agentes de transformação.
Gestores, tomadores de decisão, funcionários ambientais,
e a maior parte dos cientistas (que não trabalham diretamente
com o assutno) também não estão convencidos
que o manejo da floresta é talvez a melhor solução
para preservar as florestas existentes. De fato, os governos não
tem recursos suficientes para garantir o patrulhamento e proteção
das reservas, por isto parte desta responsabilidade deve ser repassada
à empresas que aplicam o manejo sustentado. Pessoas treinadas
trabalhando constantemente em uma área florestal irão
naturalmente intimidar invasores, caçadores, e têm
o potencial para transformar a realidade do corte raso e queima
no entorno das áreas de manejo.
O manejo florestal
deve ser estimulado em áreas de entorno de reservas, e dentro
de reservas na categoria de uso sustentável, e o governo
deve estimular estes empreendimentos.
As empresas
florestais devem dar-se conta de que são agentes potenciais
de transformação, demonstrando a funcionários
ambientais e para o público que as florestas manejadas são
ecologicamente mais saudáveis que outros sistemas de uso
da terra.
Como
o Projeto Puma pode ajudar
O primeiro passo
para atingir o objetivo desejado de segurança do negócio
e sustentabilidade é contratar uma análise de Altos
Valores de Conservação (HCV), o qual pode usar a maior
parte dos dados já disponíveis em áreas manejadas.
O próximo passo é o treinamento do pessoal, incluindo
dos gestores florestais, para que entendam como o sistema funciona,
de forma que sejam multiplicadores e capazes de demonstrar como
o manejo florestal pode ser ecologicamente e socialmente benéfico.
Terceiro, um diálogo real devem ser aberto com agências
ambientais e com agências de terras públicas, bem como
com comunidades locais e ONGs.
O Projeto Puma
tem uma extensa experiência em áreas florestais, e
tem muitos exemplos que florestas manejadas podem funcionar tão
bem e freqüentemente melhor que áreas protegidas oficiais
na conservação dos sistemas naturais e da fauna e
flora silvestre.
Até outubro
de 2009, 117 milhões de hectares de floresta foram certificadas
pelo Forest Stwardship Council (FSC) em 50 países. O processo
de certificação assegura que a retirada e produção
de produtos florestais esteja de acordo com a legislação,
direitos das pessoas, e meio ambiente.
'O FSC é
um sistema de certificação que fornece um padrão
reconhecido internacionalmente para o produto e para as empresas
interessadas em responsabilidade florestal'.
Os 10 princípios
e 56 critérios descrevem como as florestas devem ser manejadas
para atender à necessidades sociais, econômicas, ecológicas,
culturais e espirituais das gerações presentes e futuras.
Incluem aspectos gerenciais bem como exigências ambientais
e sociais. De fato, as regras são as mais rígidas
e as exigências sociais e ambientais são as mais altas.
Florestas
de Alto Valor de Conservação (HCVFs)
Toda floresta
tem algum valor ambiental e social. Os valores que as florestas
contêm podem incluir, entre outros, presença de espécies
raras, áreas de recreação, ou recursos coletados
por população local.Quando estes valores forem considerados
de caráter excepcional ou de importância crítica,
a área florestal pode ser definida como uma Floresta de Alto
Valor de Conservação (HCVF).
A chave para
o conceito de Florestas de Alto Valor de Conservação
é a identificação dos atributos de Alto Valor
de Conservação: são estes valores que são
importantes e que precisam ser protegidos. Florestas de Alto Valor
de Conservação são simplesmente áreas
florestais onde estes valores são encontrados ou, mais precisamente,
a área florestal que deve ser manejada de maneira apropriada
para que os valores identificados sejam mantidos ou aumentados.
A identificação destas áreas é, portanto,
o primeiro passo para o desenvolvimento de um manejo apropriado
para as mesmas.
O conceito de
HCVF foi inicialmente desenvolvido pelo Forest Stewardship Council
(FSC) para ser empregado na certificação do manejo
de áreas florestais e foi primeiramente publicado em 1999.
De acordo com o princípio 9 para certificação
do FSC, os gestores florestais devem identificar os Altos Valores
de Conservação (HCVs) que ocorram dentro das suas
unidades de manejo para desenvolver um manejo de maneira que os
valores identificados sejam mantidos ou aumentados, além
de monitorar o sucesso desse manejo.
Após
esta publicação, o conceito tem sido aplicado tanto
no sistema FSC como mais amplamente. Por exemplo, o uso desta abordagem
tem crescido e está sendo usado no mapeamento de paisagens
e no planejamento de recursos naturais e no direito ambiental. O
conceito também tem sido utilizado nas políticas de
compras e recentemente começou a aparecer nas discussões
e nas políticas de agências governamentais.