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marcelo_puma@yahoo.com

ATAQUES A REBANHOS


De acordo com nossas pesquisas, um puma pode matar, em um único ataque, várias ovelhas que estejam soltas, reduzindo a poucos indivíduos um rebanho de várias dezenas de animais em um prazo de poucas semanas.

Quando o rebanho é mantido em currais durante a noite, o ataque é apenas ocasional, devido ao stress que o puma sente próximo a habitações humanas.

O comportamento normal do puma é arrastar sua presa para um abrigo, geralmente sob sobertura florestal, depois de abatê-la. Quando o ataque se dá em currais reforçados com vários arames, o puma é incapaz de pular a cerca com sua presa e proceder com seu comportamento alimentar habitual. Contra seus instintos alimenta-se no local cercado, o que lhe provoca um stress adicional. Um puma foi registrado vomitando depois de alimentar-se desta forma. Este mal estar é lembrado e o puma voltará ao curral somente em caso de extrema necessidade.

Para proteger os rebanhos é preciso, portanto, confinar o rebanho próximo a habitações duratne a noite, de preferência em estábulos fechados ou, no caso de rebanhos maiores, cercados com arame elétrico. Neste caso, deve-se evitar que o predador possa passar abaixo do primeiro fio eletrificado, pois o pêlo de seu dorso funciona como um isolante.


Cabritos e ovelhas são especialmente vulneráveis a ataques de puma, principalmente se deixados soltos durante a noite.

 


Pumas são perseguidos e abatidos por atacar rebanhos domésticos

 

Ao lado, um sistema com 17 arames trançados com distanciamento de 15 cm e dois fios de arame eletrificados foram insuficientes para deter um puma. Dezoito ovelhas foram abatidas em uma única noite, contrariando o que seria esperado. Além de não deter o puma, a cerca, impedindo que o animal fuja com facilidade, pode ter sido a causa de uma mortalidade tão alta.

Abaixo, no mesmo local, vídeo (2MB) mostrando as ovelhas mortas. Localidade de Cajuru, Coxilha Rica, no Município de Lages. Setembro de 2006.