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Projeto Corredor do Tigre

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Projeto

Pesquisa, conservação, e recuperação da distribuição austral histórica da onça-pintada na Mata Atlântica: a Serra do Mar entre Paraná e Santa Catarina

A distribuição original da onça-pintada (Panthera onca) abrangia todo o sul do Brasil, mas agora a espécie está em risco eminente de extinção se ações imediatas não forem colocadas em prática. A Serra do Mar tem especial significância para sua conservação, pois pode ser considerada o ambiente costeiro em melhor estado de conservação do sul do Brasil para a espécie, e o melhor ambiente do Estado do Paraná (Vidolin et al., no prelo); ou seja, é o reduto de uma das mais ameaçadas de todas as onças ameaçadas: a onça da Mata Atlântica. A extinção paulatina da onça no sul do Brasil pode ser testemunhada pelos últimos registros, em geral de indivíduos caçados. De 1960 a 1970 a espécie desapareceu do norte do Rio Grande do Sul e centro-leste de Santa Catarina, mas houveram registros recentes de 1982 e 1992 na Serra do Mar Catarinense (registros 3 e 4 da Figura abaixo). Há fortes chances da espécie estar extinta na porção catarinense da Serra do Mar, o que tornaria a região de Castelianos e Guaricana, em Guaratuba-PR, o limite mais austral de sua distribuição na Mata Atlântica costeira (Floresta Ombrófila Densa), e possivelmente a fonte de repovoamento para as demais áreas próximas da Serra do Mar catarinense. Entretanto, como há registros históricos bastante recentes para a região da Serra do Mar catarinense, há grandes possibilidades de que esta área possa ser novamente recolonizada, desde que o assunto seja tratado com a importância que merece, de maneira que medidas de restauração da paisagem sejam efetivamente adotadas. O processo de extinção nas últimas décadas, desde o Rio Grande do Sul ao Paraná, está ocorrendo nitidamente de sul para o norte, e a proteção dos ambientes mais austrais de distribuição da onça são a forma de deter a continuidade deste processo.

A proteção do local fonte em Castelianos começa a ser assegurado com o apoio do IBAMA-PR, através de seu Núcleo de Unidades de Conservação (NUC), sendo que uma primeira expedição do órgão ao local já foi realizada para levantamento das condições de infra-estrutura e acesso. O NUC é o responsável por acompanhar a transformação da área Unidade de Conservação, cujo processo está na Diretoria de Ecossistemas, em Brasília, sendo composto por Guadalupe Vivekananda e por José Otávio Cardoso Consoni. A equipe do Núcleo da Fauna foi recentemente à area, incluindo Cosete B. X. Silva, Melissa C. Medina e Raphael Xavier, e o Chefe da Divisão de Controle e Fiscalização, Helio Sydol. Nessa atividade específica da Fazenda Guaricana, contou-se ainda com a colaboração de Carlos Alberto Stutz, Chefe da FLONA de Açungui, e Cibele Munhoz, do Parque Nacional do Superagüi.Uma segunda expedição foi dirigida ao Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, distante aproximadamente 10 km em linha reta de Castelianos-Guaricana. No Parque planeja-se fazer uma intensiva pesquisa nos meses de novembro e dezembro de 2006, em parceria com a Biosphere Expeditions (http://www.biosphere-expeditions.org/brazil+). O Projeto Pumaestará realizando expedições ao local fonte de onças para incentivar o uso sustentável do entorno e para levantamento de dados, como vem fazendo para outras regiões, através do site http://uniplac.net/~puma/cursos.html.

Um primeiro passo para a recuperação da distribuição histórica recente do 'corredor do tigre' começa a tomar forma com a adesão da empresa florestal Battistella, a qual apóia o projeto e tem procurado a recuperação ambiental de suas propriedades, inclusive uma área anexa a Reserva Biológica de Sassafrás, próximo ao local onde uma onça foi abatida no ano de 1982. Outra empresa interessada em participar é a Comfloresta. Outros parceiros incluem professores e pesquisadores da Universidade de Joiniville (UNIVILLE), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), e Fundação Estadual do Meio Ambiente (FATMA), e do Instituto Pró-carnívoros.

Além destas iniciativas, importantes metas precisam ser atingidas a curto prazo, com apoio de empresas e instituições parceiras. São elas: 1. Incorporação de outras áreas particulares ao corredor do tigre, através do envio dos limites da propriedade no formato shape ou DXF; 2. Destinação de um veículo e combustível ao projeto; 3. Bolsa de tempo integral para um pesquisador dedicar-se à investigação das áreas de ocorrência da onça e dos locais mais propícios para restauração no corredor; 4. Criação de um fundo para compensar eventuais danos de onças à atividade pecuária - o principal motivo pelos quais elas são perseguidas e abatidas; 5. Realização de um evento (seminário e treinamento) congregando todos os parceiros.

Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange e adjacências

Mapa da região sul mostrando a vegetação remanescente (fonte SOS Mata Atlântica). Numerados estão os últimos registros da distribuição histórica da onça-pintada na porção leste da Mata Atlântica do Sul do Brasil, evidenciando sua redução gradativa de sul para norte. 1- Em 1965 no município de São José dos Ausentes (local. Silveira) (RS); 2 - Em 1970 no município de Urubici (SC); 3 - Em 1982 na localidade de Cerro Azul, ao lado da Reserva Biológica de Sassafrás, município de Rio Negrinho (SC); 4 - Em 1992, localidade aproximada, ainda a confirmar com exatidão; 5 - Localização atual mais austral, na APA de Guaratuba.


Placa do IBAMA (direita) contendo informações sobre a área de Castelianos-Guaricana. Foto Raphael Xavier.

Vista das montanhas do Parque Nacional Saint-Hilaire a partir da Baía de Guaratuba-PR



 
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Corredor do tigre: Pesquisa, conservação, e recuperação da distribuição austral histórica da onça-pintada na Mata Atlântica: a Serra do Mar entre Paraná e Santa Catarina. Revisão 3.
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Artigos, relatórios e resumos

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3,65 MB
Mazzolli, M. & Hammer, L.A. 2008. Studying jaguars, pumas and their prey in Brazil’s Atlantic rainforest: The jaguar corridor. Expedition Report. Biosphere Expeditions, UK. 33pp. (Inglês)
3,36 MB
Mazzolli, M. 2007. Projeto Puma: Studying and conserving puma and jaguar in Brazil. Wild Felid Monitor 1 (1): 15. Wild Felid Research and Management Association (WFA), Colorado.
GIF
1 MB
Mazzolli, M. & Hammer, L.A. 2008. Qualidade de ambiente para a onça-pintada, puma e jaguatirica na Baía de Guaratuba, Estado do Paraná, utilizando os aplicativos Capture e Presence. Biotemas, 21 (2): 105 - 117.
224 KB
Mazzolli, M. & Hammer, L.A. 2007. Studying jaguars, pumas and their prey in Brazil’s Atlantic rainforest: The jaguar corridor. Expedition Report. Biosphere Expeditions, UK. 54pp. (Inglês)
3.5 MB

Mazzolli, M. & Hammer, L.A. 2007. Habitat suitability for jaguar and puma in southern atlantic forest of Brazil infered from proportion of area occupied and prey richness. Wild Felid Biology and Conservation Conference. WildCru, Oxford. (traduzido para o português)

Painel da Conferência (traduzido para o Português)

 

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296 KB

Pitman, R.L. & Mazzolli, M. 2007. Jaguar persistence in the fragments of the Atlantic Coastal Forest, Southeastern Brazil. Wild Felid Biology and Conservation Conference. WildCru, Oxford. (traduzido para o português)
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Mazzolli, M. 2006. Riqueza de espécies para orientar esforços de conservação? Congresso sul-americano de Mastozoologia, 5 a 8 de outubro, 2006. Gramado, RS. Pg. 134.
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Mazzolli, M. 2006. Uma abordagem para seleção de espécies indicadoras e sua utilização na caracterização de integridade ambiental. Congresso sul-americano de Mastozoologia, 5 a 8 de outubro, 2006. Gramado, RS. Pg 134.
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Mazzolli, M. 2006. Persistência e riqueza de mamíferos focais em sistemas agropecuários no planalto meridional brasileiro. Tese de doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre.

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Mazzolli, M. 2005. Avaliando integridade ambiental e predizendo extinções locais a partir de padrões de desaparecimento da mega-mastofauna atual do sul do Brasil. III Congresso Brasileiro de Mastozoologia, dias 12 a 16 de outubro de 2005, Município de Aracruz, Espírito Santo. Sociedade Brasileira de Mastozoologia.
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Mazzolli, M. 2005. Efeito de gradientes de floresta nativa em sistemas agropecuários sobre a diversidade de mamíferos vulneráveis. Relatório do Projeto CSR 283-2002, WWF-Brasil, Brasília, DF.
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Mazzolli, M.; Graipel, M.E.; Dunstone, N. 2002. Mountain lion depredation in southern Brazil. Biological Conservation 105: 43-51.
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Mazzolli, M.; Ryan, C.B. 1997. Contributions to the identification of Puma concolor concolor. Pages 46-53 in W.D. Padley ed., Proceedings of the fifth mountain lion workshop. Southern California Chapter of the Wildlife Society. 135 p.
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Mazzolli, M. 1997. Puma and jaguar predation in south-eastern Brazil. Cat News 27:15. IUCN/CSG, Bougy, Switzerland.
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Mazzolli, M. 1993. Ocorrência de Puma concolor em áreas de vegetação remanescente de Santa Catarina, Brasil. Revta Bras. Zoo. 10 (4): 581-587.
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