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oooe-mail: marcelo_puma@yahoo.com

CURSOS E EXPEDIÇÕES


As expedições do Projeto Puma visam a conservação das espécies da fauna. Qualquer pessoa pode participar, inclusive turmas especiais podem ser organizadas para atender empresas. Para aqueles com aprendizado em Ciências Biológicas e disciplinas associadas, proporciona uma experiência dificilmente obtida em outras instituições, seja por não constar em currículos regulares, ou seja pelas poucas vagas disponíveis em laboratórios especializados.
Os programas de campo são realizados por vários dias consecutivos na na Serra do Mar Paranaense.
Programas teóricos são oferecidos intensivamente durante dois dias, ou durante quatro finais de semana, aos sábados.
Consulte a tabela e os links abaixo para maiores informações. Inscrições pelo e-mail info@projeto-puma.org.

Programa
Tipo
Duração

Calendário

Vagas
Valor
Local
Informação adicional
Corredor do Tigre: Qualidade de ambiente para
a onça-pintada na Serra do Mar
- 5a edição
Pesquisa de campo 4 dias consecutivos

Agosto de 2008 (terminada)

Agosto de 2009 (depende de formação de três grupos)

7 por grupo
R$ 500,00
Matinhos e Guaratuba, PR

Não requer formação especial
Mais informações
Expedições recentes


Sobre o cientista docente

Marcelo Mazzollli é Doutor em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), mestre em Ecologia pela University of Durham (2000), e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992). É consultor sobre felinos na União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN) e no IBAMA, diretor-geral do Projeto Puma, e professor da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). Tem experiência na área de Ecologia e Zoologia, atuando principalmente nos seguintes temas: grandes felinos, processos de extinção, e conservação da natureza.
Currículo Lattes

Artigos para download


CORREDOR DO TIGRE: QUALIDADE DE AMBIENTE PARA A ONÇA-PINTADA NA SERRA DO MAR
Sinopse: A Serra do Mar é o mais importante refúgio da onça-pintada na Floresta Atlântica, considerado um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Neste ecossistema a área disponível para o felino vem diminuindo a olhos vistos. Os participantes vão fazer parte de uma pesquisa que pretende registrar os ambientes utilizados pela onça, em um dos locais onde a onça encontra-se mais ameaçada, ao sul de sua distribuição. Os participantes estarão particularmente envolvidos nesta missão, na APA de Guaratuba e imediações do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange.


Foto: Ricardo Boulhosa



Calendário 2008:
7-10, e 12-15 de agosto
Expedição já realizada

Calendário 2009:
Agosto
( Depende do fechamento de 3 turmas)

Inscrições pelo e-mail:
info@projeto-puma.org

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ANÚNCIO PARA IMPRIMIR/ ENVIAR:

RESUMO DO CONTEÚDO:

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Programação:

Primeiro dia

07:00 hs café da manhã
08:00 hs explanação sobre o projeto, uso de equipamento, área de estudo e mapas
10:30 hs saída para o campo para inspeção de trilhas
e instalação de armadilhas fotográficas
12:30 hs almoço no campo
16:15 hs descanso/higiene
20:00 hs jantar

21:00 hs conversa sobre a onça e sobre as próximas atividades; leitura de mapas com as localizações para instalação das armadilhas

Segundo dia

07:00 hs café da manhã
08:00 hs saída por rio para verificar/instalar máquinas de fotocaptura de animais, e armadilhas de rastro
12:30 hs almoço

20:00 hs jantar
20:00 hs
descanso
21:00 hs conversa sobre técnicas de monitoramento da fauna

Terceiro dia

6:00 hs café da manhã
7:00 hs saída terrestre para
verificar/instalar máquinas de fotocaptura de animais, e armadilhas de rastro
12:30 hs almoço
17:30 hs retorno
20:00 hs jantar

Quarto dia

6:00 hs café da manhã
7:00 hs saída por rio para
verificar/instalar máquinas de fotocaptura de animais, e armadilhas de rastro
12:30 hs almoço
14:30 hs
análise dos dados obtidos
16:00 hs encerramento. Retorno

IMPORTANTE:
SE POR ALGUM MOTIVO O PARTICIPANTE NÃO PUDER OU QUISER FICAR NA BASE, HÁ POSSIBILIDADE DE HOSPEDAR-SE NO HOTEL CAIERIAS, NA CIDADE DE MATINHOS Fone do Hotel: 41 3452 1917 / 3473 9144/ 3473 2858.
www.hotelcaieiras.hpg.com.br.

2. CONFIRME OS VALORES DO HOTEL NA ENTRADA. FIQUE ATENTO PARA NÃO PAGAR MAIS DO QUE O PREÇO ESTIPULADO.

 


Imagem de satélite com a localização da base de estudo (ponto vermelho), na borda do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, próximo a Baía de Guaratuba.


Mapa político e rodoviário com a localização da área de estudo (flecha), a 100 km de Curitiba.

Material para trazer:

- Uma botina para caminhada e outra de borracha. A umidade é alta durante a noite e de manhã cedo, nenhum tênis ou bota de couro permanece seco por muito tempo, e isto é RUIM pois a temperatura pode ser muito baixa durante o inverno, e um calçado molhado e frio é indesejável.

- Capa de chuva.

- É recomendável trazer repelente de insetos, esta área é úmida e cheia deles. Podem trazer também repelentes elétricos para ligar na tomada.

- Roupa de banho !! o calor vai ser tentador para um banho de rio ou de piscina.

- Durante o inverno, trazer blusa de lã, gorro, e uma manta. Quem tiver saco de dormir, pode trazer, senão será fornecido um aqui. Fornecemos também colchonete e isolante térmico.

- Trazer uma mochila pequena para levar em caminhadas. Nas manhãs faz frio e geralmente veste-se muitas blusas e casacos, mas a medida que o dia passa e vai esquentando as roupas são desnecessárias. Ter um mochila a mão para levá-las é conveniente, principalmente em caminhadas (levar roupa na mão é incômodo).

- A alimentação está inclusa, mas é bom lembrar de levar 'extras', como chocolates, barras de cereal, bolachinhas, e uvas passas, para comer durante o dia enquanto estamos longe da base. Solicitamos aos vegetarianos que nos informem com antecedência as restrições na dieta, para que os ajustes nas refeições possam ser programados.

- Levar lanterna e pilhas para caminhadas noturnas eventuais e para uso dentro da cabana durante a noite para buscar peças de roupa, alimento, etc. Recomendamos que cada um tenha uma lanterna pessoal, mesmo que pequena.


Hotel Caieiras, com vista para a Baía de Guaratuba, uma possibilidade de hospedagem para quem vai com a família.

 


Duração e período:
Quatro dias, todos os anos em Agosto.

Número de vagas:
Grupos de até 7 pessoas.

Propósito:
Oferecer possibilidade a estudantes, professores, e público interessado, em participar ativamente de um projeto de pesquisa e conservação, levantando informações que serão vitais para entender quais ambientes são ocupados pela onça e suas presas. Com esta informação, será possível trabalhar para proteger este ambientes de forma mais adequada. Quatro a cinco quadrantes de 2x2 quilômetros serão amostrados, utilizando máquinas fotográficas automáticas e armadilhas de rastro. Estes quadrantes serão instalados e monitorados pelas equipes participantes.

A quem se destina:
Desde pessoas com interesse geral até professores e estudantes de graduação e pós-graduação em ciências biológicas e áreas afins, gestores ambientais, e funcionários de órgãos de meio ambiente. Equivale a 40 horas de estágio supervisionado em Universidades, com direito a certificado.

Outras informações:

Valor:
R$ 500,00 incluindo estadia, alimentação, transporte interno, colchonetes, sacos de dormir, e redes. Os recursos de sua contribuição serão usados para pagamento da hora de trabalho do guia e pesquisador, além de cobrir as despesas do grupo e da pesquisa como um todo. Forma de pagamento: inscrição de 200 reais (depósito bancário) e 1+1 de 150 Reais.

Local de campo:
Municípios de Guaratuba e Matinhos, no Estado do Paraná.

Na chegada e saída será usada a instalação da Ecoplan (veja abaixo), a qual poderá ser usada permanentemente como base ou como ponto de apoio para um acampamento em cabanas localizadas em áreas mais remotas.

Trabalho em equipe:

Trata-se de uma expedição em grupo, de maneira que os integrantes devem tomar para si muitas das responsabilidades para o bom andamento do grupo. O grupo é, por exemplo, responsável pela limpeza da base onde estaremos alojados, preparo da alimentação, acondicionamento de suas próprias roupas, e demais tarefas para manter a ordem do local. No campo, os integrantes irão abrir trilhas, anotar registros de animais, e outras tarefas que serão importantes para o aprendizado de todos.

A disciplina e organização será exigida de todos para o bom funcionamento da expedição.

A expedição não é um curso, portanto não há relação professor-aluno. Apesar do conteúdo teórico e prático inerente a este programa, o grupo será tratado como equipe de trabalho, portanto esta relação será informal.

Logística de chegada:

O ponto de encontro é em Matinhos, que fica aproximadamente 100 km de Curitiba. Como as atividades de pesquisa começam na manhã do primeiro dia, é adequado chegar no dia anterior ao início. A ECOPLAN disponbilizou a base de projetos em Matinhos para o desenvolvimento do Corredor do Tigre.
A instrução é o pessoal tomar um ônibus de Curitiba (Viação Graciosa-veja quadro de horários nesta página) que permita desembarque antes da balsa (ferry-boat).
Informando antecipadamente, podemos buscá-los no ferry-boat.
Caso venha de carro, a
base fica próximo do ferry-boat, na localidade de Cabaraquara, passando o iate clube de Caiobá mais ou menos a 2km para frente, depois do restaurante Vivere Parvo e do Ostra Viva. Fica a esquerda de quem vai, com uma placa indicando Centro de Operações Costeiras. Veja foto abaixo. A base será usada de apoio para chegada e saída da cidade.
A seguir verifique também a tabela de ônibus de Curitiba-Matinhos.

Obs.: Para mais informações sobre o projeto completo de conservação da onça-pintada, ver link 'download', acima e a esquerda desta página.

BASE DE APOIO PARA O CORREDOR DO TIGRE - INSTALAÇÕES DA ECOPLAN

Horários de ônibus de Curitiba ao local de encontro - Matinhos
Verifique se os horários permanecem os mesmos em http://www.viacaograciosa.com.br

Horários de ônibus de retorno, Matinhos-Curitiba

Expedições recentes — CORREDOR DO TIGRE
Expedições anteriores

4a expedição - pesquisa
Grupos 1 e 2 - 7 a 15 de Agosto de 2008

Atividade de campo, registrando espécies da fauna.

 

Grupo na base da Ecoplan em Matinhos.

 

 

Montagem de armadilha fotográfica no campo.

3a expedição - pesquisa
Grupos 1, 2 e 3 - 18 a 31 de Julho de 2007

Giácomo Clausi (Programa Nhandara), Claudieli dos Santos Hekavey, Aline Batalha Borini (Unisantos), e Rodolpho M.C.Azevedo (UNIabc) obtendo informações com o Sr. Antônio na Fazenda Zugman, antes de começar a caminhada até próximo da Lagoa do Parado.

 

Segundo grupo com Marcela M.W. Paiva (UNB) e Débora Zancanaro (UFPR litoral), acompanhadas por Marcelo Mazzolli (Projeto Puma), Cabo Augustynczyk e soldado Xavier, após a caminhada até o Posto da Polícia Ambiental na Fazenda Guaricana.

 

Rastro de anta encontrado na Fazenda Guaricana e na área de Canasvieiras.

Débora Zancanaro (UFPR litoral), Luciana Teixeira (Univali) com Sr. Antônio em visita à área de Canasvieiras.

 

Imagem paradisíaca ao lado do Posto da Polícia Ambiental na Fazenda Guaricana.

 

Rastros de queixada encontrados na Fazenda Guaricana e na área de Canasvieiras.


 

Registros da expedição de julho de 2007

Registros inéditos de anta e queixada, e presença de extensos palmitais remanescentes foram obtidos durante dois dias de caminhada pelo segundo e terceiro grupo. Duas expedições de um mês cada, uma na Vila Parati, e outra no Rio Preto, não obtiveram tanto sucesso. As caminhadas foram prolongadas devido à distância de acesso às áreas de interesse. Em várias ocasiões os grupos partiram pela manhã e retornaram durante a noite.

Este resultado aponta para a alta qualidade ambiental da Fazenda Guaricana e da área próxima de Canasvieiras, possivelmente fontes de espécies para recolonização de áreas mais alteradas do entorno. Este achado clama para que a Fazenda Guaricana e o Posto da Polícia Ambiental recebam maior atenção de órgãos ambientais e ONGs para sua manutenção e conservação. Além destas espécies, foram obtidos relatos confiáveis da presença de jacutinga durante a primavera, e possivelmente de harpia ou pseudo-harpia.

Ao lado, mapa parcial do Corredor do Tigre visitado pela expedição de julho de 2007 (quadrados representam distância de 20x20 km). O primeiro grupo deslocou-se da PR 508 até próximo da Lagoa do Parado, registrando puma, tatu, cutia, e veado, e obtendo informações importantes de moradores locais acerca da presença de animais na cadeia de montanhas de Guaricana-Canasvieiras. O segundo e terceiro grupos aprofundaram a busca, deslocando-se até o Posto da Polícia Ambiental na Fazenda Guaricana do Ibama e até Canasvieiras.

Contamos para isto com o apoio estratégico da Polícia Ambiental, sobretudo do Tenente Heraldo, cabo Augustynczyk e soldado Xavier,